Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Incógnitas

Entre ruelas fantasma e escadarias sem saída uma força passava. Entre luzes apagadas e sombras de contraste uma voz me chamava.
 

Fumo & Vodka

 É aquela luz de dia e ainda pior aquela luz tua na noite escura. É aquela palavra de risada nítida e a a vontade que me das nas palavras. É aquele olhar que me faz querer o dia que se segue e ainda mais aqueles gestos que falam a tua própria linguagem. E tanto que fala, tanto que deixam por falar...
  (...)
  (Ainda assim tens sempre a mesma atitude aumentativa por cada dia que somo.)

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Do It For Me

   Pergunto-me se tudo é tão real como nos parece...ou se simplesmente é mais fantasia do que na verdade queremos...
 













     Saímos do nosso mundo, no nosso abrigo de conhecimento, ficando tão vulneráveis assim como um recém nascido ainda em tom roxo. Sentimentos estranhos nos invadem e espalham-se pelas nossas veias, chegando friamente a um nível mais preocupante e mural. É isso que passamos a vida a evitar, mas nunca o conseguimos fazer. Caímos tão facilmente nessa armadilha humanamente perfeita que é mais o tempo que passamos no fundo que na superfície. Mas todo esse fundo tem essa superfície, assim como toda a superfície tem algum buraco negro onde podemos tropeçar e chegar a cair. Mas será isso mesmo verídico? Ou apenas algo criado pela nossa mente de maneira a nos superarmos a nos próprios?
    Sim, barreiras e mais barreiras que saltamos mais pelos outros do que por nos.  

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Degrau de pedra fria

    Desci a majestosa ruela perdida no tempo, encarei cruelmente os brilhos de sol e tirei desengonçada os óculos de sol da mala pálida. Era um novo dia e parecia-me que tal luz irradiante não ia durar muito mais. Um degrau, outro degrau, vigésimo quarto degrau e lá vou eu vazia de sentimentos até ao quinquagésimo sétimo.
    Tantos? 
    Não, foram apenas nove e bem contados.
    Ainda assim mantenho-me vazia de sentimentos durante cinquenta e sete degraus, nem mais um nem menos três. 
    Continuo o caminho recto ao sol posto, deixo escapar raiva em forma de suor e inalo angustia em forma de oxigénio. Mas é assim. Cada sensação parece nova e cada olhar retardado, como se tivesse numa jaula de fogo resfriado. Ainda assim tenho chave de casa. Posso descarrilar pela escadaria novamente e segurar bem forte o coração. Agora a luz vem atrás de mim e em nada me pode desequilibrar.      


Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Sapatilha gasta (pé descalço)

  Hoje é a nossa ultima dança. Entrando no descarrilar da vida e cada vez mais falhando o compasso. Hoje é o ultimo dia das nossas vidas. E sabe tão bem...
   Encosto a cabeça ao teu ombro e tento ganhar a coragem para te dizer que já nos vamos ver outra vez. Certamente num outro lugar, num outro horizonte de cobre. Mas não consigo. De qualquer modo vais tu sentir e perguntar. Porém é mesmo verdade, hoje é mesmo o ultimo dia das nossas vidas e, isso grada-me. 
   Vá, salta o tempo e acelera o ritmo da musica, quero acabar esta dança rápido. Isto cansa e eu estou cansada. Adeus!



Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

Acto ilícito

Não quero mais ouvir o que se fala no telejornal, estou incapaz de voltar a ver o que se passa na ruela de cima e dispenso inexplicavelmente voltar a sentir aquele cheiro arrepiante naquela casa. Acabou. O jardineiro é mal pago e quem vende o respeito ganha rios de dinheiro. Acabou. Não quero mais fechar os olhos, não estou mais disposta a virar a cara quando me mandam e não mais me vou calar.


Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

...

"Se você não morreria por uma causa, então você não tem nenhuma causa para viver!"
(Sucker Punch - Mundo Surreal)