cada janela fechada ao nada. cada musica riscada ao ouvir. cada conversa rasgada. cada pedido deitado ao ar. cada mergulho forçado no mar. cada espera de um ponto final. cada aguentar de umas reticencias...
domingo, 7 de Fevereiro de 2010
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Portadas fechadas
Dentro de um quarto, perco-me a olhar para ti (sempre tão robusto e confiante) Junto á varanda imposta por ti, de portadas semi-abertas, reutilizo as palavras deitadas ao lixo e confesso aquilo que se encosta á parede Digo (sem ouvires) aquilo mais retalhado e despedaçado que podes encontrar Mas tu afinal não estas ali Escondo-me então noutro quarto, mais desenquadrado e sem musica (não estas mais a cantar para mim) Abro uma outra janela, tão piquena e sem graça, onde ainda assim espreito debruçada sobre os pensamentos Olho depois a vela que tenta dar nas vistas com a sua agitação infernal e vejo-te, mesmo não querendo, delineado na sua chama quente (Acordou um vendaval la fora) Apagaste-te repentinamente pela corrente forte de ar rasgante Agora olho o vazio e tento a todo o custo descobrir algo que me tire a visão rodopiante de ti Mas este quarto absorve visões e memorias, de modo cruel e falsificado Como uns 'alguns outros dias' É a lua la fora, agora, que me faz olhar sem ser num vazio de tudo e nada Mas até essa beleza natural se torna complicada de observar, a luz embate na minha vista real e já não preparada
(Fechei a janela?)
(Fechei a janela?)
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
mas tu es!
espalho a tinta verde no chão e, assim fico, a olhar como se o meu mundo ficasse verde com aquela [tanta] pequena quantidade de tinta verde.
ficou tudo tão verde. que bom!
também as pessoas se deviam pintar de verde, de esperança e vontade de lutar. esverdiar tudo por onde se vai, cada rua livre de lisboa, cada banco de jardim que conta historias, cada pedra de calçada a chorar lágrimas de leveza...cada...tu!
tu devias ser verde
e tu já sei que o és
paço o pano. vou lava-lo. paço mais uma vez e vou lava-lo. depois paro, fico a olhar para a agua que tem cor, agora é verde.
e limpei o chão.
mas tu es verde, eu sei bem que es!
ficou tudo tão verde. que bom!
também as pessoas se deviam pintar de verde, de esperança e vontade de lutar. esverdiar tudo por onde se vai, cada rua livre de lisboa, cada banco de jardim que conta historias, cada pedra de calçada a chorar lágrimas de leveza...cada...tu!
tu devias ser verde
e tu já sei que o és
paço o pano. vou lava-lo. paço mais uma vez e vou lava-lo. depois paro, fico a olhar para a agua que tem cor, agora é verde.
e limpei o chão.
mas tu es verde, eu sei bem que es!
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Desnível
És desalinhado e irreverente Esta fotografia é de tua autoria Gostas do inclinado Que te representa em rebeldia Mas sabes o que é a simetria Tens equilíbrio
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Tou entalada entre(...)
Vou daqui para ali
Sou assim
Ritmada sem coordenação
Digo A e Z
E no certo, quero I
Desordeno cheiros
Apenas sei a baunilha minha
Ah, as vezes acaba tua também
Troco sorrateiramente as melodias
Mas nem se nota
Ou nota-se mesmo
As letras
Essas já nem gostam de mim
Acabam a dançar sem chapéu
Ou então
O seu par é trocado no meio do baile
Sou assim
De fáceis trocas
Pareço má
Pareço boa
Mas acabo é da maneira que tu me fazes
Como guiada por um maestro
Ora, engano-me por certo
Faço o que não devo
E no fim
Pago a conta do jantar que não comi
Sou assim
Balança
Sempre na terra
Sempre no ar
Embalada pelas ondas do mar
Não gosto de navios
Quero a pequena gaivota de 2 lugares
Mas claro! se alguém cair
És tu
Ou não
Ainda acabo eu afogada
Porem vou ter a costa
Respiro fundo
A areia contigo sabe bem
Até o amargo acho DOCE
Sou mesmo assim
Perdida em horas
Prefiro perdida em tempo
Ou perdida entre as 20.30 e as 23.17
Sou assim
Ritmada sem coordenação
Digo A e Z
E no certo, quero I
Desordeno cheiros
Apenas sei a baunilha minha
Ah, as vezes acaba tua também
Troco sorrateiramente as melodias
Mas nem se nota
Ou nota-se mesmo
As letras
Essas já nem gostam de mim
Acabam a dançar sem chapéu
Ou então
O seu par é trocado no meio do baile
Sou assim
De fáceis trocas
Pareço má
Pareço boa
Mas acabo é da maneira que tu me fazes
Como guiada por um maestro
Ora, engano-me por certo
Faço o que não devo
E no fim
Pago a conta do jantar que não comi
Sou assim
Balança
Sempre na terra
Sempre no ar
Embalada pelas ondas do mar
Não gosto de navios
Quero a pequena gaivota de 2 lugares
Mas claro! se alguém cair
És tu
Ou não
Ainda acabo eu afogada
Porem vou ter a costa
Respiro fundo
A areia contigo sabe bem
Até o amargo acho DOCE
Sou mesmo assim
Perdida em horas
Prefiro perdida em tempo
Ou perdida entre as 20.30 e as 23.17
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Problema
Gosto do sorriso audível das folhas
Quando são livres
Quando o vento as leva para não sabem onde
Andam a solta e vão onde o vento as levar
É tudo inesperado
Surpreendente a cada olhar no ar
Mas há uma folha que conseguiu agarrar a brisa
O saber onde ir ou não ir é igual
Basta o vento a guiar
Anda a solta no olhar deixado no ar
Agarra-se ao doce das nuvens
E não cai
Apenas quando o vento a volta a surpreender
Quando a faz ouvir o sorriso em outro lugar
Aquele sopro do mundo
Aquela provocação problemática
Quando são livres
Quando o vento as leva para não sabem onde
Andam a solta e vão onde o vento as levar
É tudo inesperado
Surpreendente a cada olhar no ar
Mas há uma folha que conseguiu agarrar a brisa
O saber onde ir ou não ir é igual
Basta o vento a guiar
Anda a solta no olhar deixado no ar
Agarra-se ao doce das nuvens
E não cai
Apenas quando o vento a volta a surpreender
Quando a faz ouvir o sorriso em outro lugar
Aquele sopro do mundo
Aquela provocação problemática
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Tento enganar-me
Sou ma actriz
Sou ma pessoa
Fazes-me engano-me
Enganas-me
Depois tento não querer
Tento não gostar
Mas engano-me mais uma vez
"não me afectas"
digo a mim mesma
mas minto
eu sei e tu sabes
sabemos os dois
de maneiras opostas
a ti não te engano
só a mim
sempre que me olhas
sempre que sabes o que penso
eu quero poder enganar-me
outra vez
mas já não pega
já ninguém acredita
nem quando te vejo a minha frente
eu também tenho de deixar de acreditar
vou mesmo ter de enganar-me!
Sou ma actriz
Sou ma pessoa
Fazes-me engano-me
Enganas-me
Depois tento não querer
Tento não gostar
Mas engano-me mais uma vez
"não me afectas"
digo a mim mesma
mas minto
eu sei e tu sabes
sabemos os dois
de maneiras opostas
a ti não te engano
só a mim
sempre que me olhas
sempre que sabes o que penso
eu quero poder enganar-me
outra vez
mas já não pega
já ninguém acredita
nem quando te vejo a minha frente
eu também tenho de deixar de acreditar
vou mesmo ter de enganar-me!
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